1º Fórum Regional

Igualdade de Gênero e Empoderamento: Desafios e Perspectivas

DESAFIOS


A violência afeta mulheres de todas as classes sociais, etnias e regiões brasileiras. Atualmente a violência contra as mulheres é entendida não como um problema de ordem privada ou individual, mas como um fenômeno estrutural, de responsabilidade da sociedade como um todo. A violência contra a mulher é caracterizada por qualquer ato ou conduta baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada. Algumas das formas de violência perpetradas por indivíduos são: estupros, violência doméstica ou familiar, cárcere privado, assédio sexual, coerção reprodutiva, violência obstétrica, casamento por rapto, casamento forçado e violência no trabalho, que se manifestam através de agressões físicas, psicológicas e sociais. A violência psicológica é a forma mais subjetiva e, por isso, difícil de identificar, na maioria dos casos é negligenciada até por quem sofre - por não conseguir perceber que ela vem mascarada pelo ciúmes, controle, humilhações, ironias e ofensas.

Conforme aponta a pesquisa Violência doméstica e familiar contra a mulher – 2015, quase uma em cada cinco mulheres já foi vítima de algum tipo de violência doméstica. As agressões físicas e psicológicas foram majoritárias entre as mulheres que declararam ter sido vítima de violência – sete em cada dez mulheres sofreram agressão física; 48%, quase metade, sofreram agressão psicológica. A violência sexual, por sua vez, ainda atinge uma em cada dez brasileiras. O Brasil registrou 1 estupro a cada 11 minutos em 2015, podendo atingir uma taxa de quase meio milhão de estupros a cada ano. Cerca de 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. Quem mais comete o crime são homens próximos às vítimas. Em um ano, morreram assassinadas 66,7% mais mulheres negras do que brancas no Brasil. Essa é uma das conclusões do Mapa da Violência 2015, o que revela a combinação cruel que se estabelece entre racismo e sexismo.

Apesar de os números relacionados à violência contra as mulheres no Brasil serem alarmantes, muitos avanços foram alcançados em termos de legislação, sendo a Lei Maria da Penha considerada pela ONU uma das três leis mais avançadas de enfrentamento à violência contra as mulheres do mundo. Ações inovadoras nas áreas de arte, cultura, educação, esportes, tecnologias da informação e comunicação, mídia e campanhas são meios pelos quais a ONU Mulheres promove a prevenção da violência de gênero. Parcerias com instâncias do Estado nos três níveis: federal, estadual e municipal, para fortalecer a implementação das leis e das políticas públicas e a estrutura de atendimento às mulheres em situação de violência são formas de aumentar o acesso das mulheres à justiça e a serviços essenciais de qualidade. A melhor forma de prevenção das diferentes formas de violência é o estabelecimento de redes de apoio e espaços de discussão e conscientização. O empoderamento feminino é a consciência coletiva, expressada por ações para fortalecer as mulheres e desenvolver a equidade de gênero.

Diante dessa situação, a Prefeitura da Estância de Atibaia, por meio da Coordenadoria Especial da Mulher, em conjunto com o Programa Bem Estar Mulher executado pela OSC Mater Dei Cam, propõe a realização do I Fórum Regional - Igualdade de Gênero e Empoderamento Feminino: Desafios e Perspectivas, cuja pretensão é ser o primeiro de uma série de oportunidades de reunir pesquisadores, serviços públicos de atendimento, atores relevantes na área do enfrentamento à violência contra a mulher, representantes das políticas públicas e movimentos sociais com vistas a prover um debate sobre políticas públicas, elementos para o desenho, a implementação e a divulgação de ações, trata-se, em outros termos, de dialogar com a sociedade sobre esse tema tão crucial.


Objetivos:


  • Construir um espaço que promova uma oportunidade para que os participantes do evento reconheçam a necessidade de mudança comportamental em relação ao gênero feminino no sentido de se tornarem disseminadores de idéias relacionadas à igualdade de gênero e cultura de paz;

  • Fomentar a inclusão dos homens e meninos nessa proposta de igualdade, de modo a estabelecer uma parceria entre os gêneros para obter o efetivo rompimento do modelo social e cultural assentado no machismo;

  • Contribuir globalmente para o reconhecimento da necessidade de discutir a temática igualdade de gênero, junto à comunidade;

  • Diminuir as barreiras sociais e culturais impostas historicamente ao gênero feminino.


O Fórum no período da manhã terá o formato de mesas temáticas para estimular o debate entre os participantes. No período da tarde, grupos temáticos (GT) para aprofundamento dos temas abordados nas mesas.

O público alvo inclui alunos, pesquisadores e profissionais da área, atores sociais, importantes no desenho de políticas públicas e também pessoas que desejam se informar e refletir sobre o assunto, com emissão de certificado aos participantes ao final do evento.


As inscrições para o Fórum são gratuitas e devem ser feitas neste portal, no menu "Inscrição", entre os dias 22/02/2018 e 13/03/2018, ou até o preenchimento das 250 vagas disponíveis. Caso haja a necessidade de alteração na programação, as temáticas serão mantidas. As inscrições para os grupos temáticos serão feitas no local do evento.